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CIVISA - Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores
IVAR - Instituto de Vulcanologia da Universidade dos Açores

Crise Sismovulcânica de São Jorge
Última hora:
  • Ilha de S. Jorge (Sistema Vulcânico Fissural de Manadas) em Alerta Científico V3, após reativação do sistema vulcânico em profundidadeIlha Terceira (Vulcão de Santa Bárbara) em Alerta Científico V2 devido aos níveis de atividade microssísmicaAtividade sísmica na ilha de São Jorge encontra-se acima dos valores normais de referênciaAtividade sísmica no Vulcão de Santa Bárbara (ilha Terceira) encontra-se acima dos valores normais de referênciaCrise sismovulcânica de S. Jorge, último sismo sentido: 29 de dezembro às 05:31h, intensidade máxima III/IV nas freguesias de Santo Amaro e VelasCIVISA apela ao preenchimento do inquérito de macrossísmica em caso de sentir um sismo



Ponto de Situação - 27-01-2023 22:00

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informa que a atividade sismovulcânica que se tem vindo a registar na ilha de S. Jorge desde as 16:05 (hora local = UTC-1) do dia 19 de março de 2022 continua acima do normal, estendendo-se, grosso modo, ao longo de uma faixa com direção WNW-ESE, desde a Ponta dos Rosais até à zona do Norte Pequeno – Silveira.

 

Até ao momento, foram registados aproximadamente 56359 eventos de baixa magnitude e de origem tectónica. Entre as 00:00 e as 22:00 de hoje foram contabilizados aproximadamente 14 sismos. O sismo mais energético desta crise ocorreu no dia 29 de março de 2022, às 21:56 (hora local = UTC), teve epicentro a cerca de 2 km a SSW de Velas e uma magnitude 3,8 (Richter). Até ao momento foram identificados cerca de 343 sismos sentidos pela população.​


Globalmente, a atividade sísmica das últimas semanas apresenta uma ligeira tendência decrescente, por vezes interrompida por pequenos períodos de maior frequência e/ou energia libertada, situando-se presentemente os hipocentros, no geral, a profundidades superiores a 5 km.


No âmbito da monitorização geodésica, os dados existentes desde o início de abril não evidenciam deformação significativa na zona epicentral.


As campanhas de medição de gases e temperatura no solo que se vêm desenvolvendo desde o início desta crise na área epicentral não resultaram, até à data, na identificação de anomalias resultantes da atividade sismovulcânica, mantendo-se os levantamentos de campo.


As campanhas de hidrogeoquímica nas águas subterrâneas dos dois furos de captação monitorizados (Queimada II e Ribeira do Nabo - IROA) não têm revelado variações significativas que possam ser associadas à crise sismovulcânica em curso.


A integração da informação disponível permite concluir que as estruturas tectónicas onde se desenvolveram as erupções históricas de 1580 e 1808, e a crise sismovulcânica de 1964, no Sistema Vulcânico Fissural de Manadas, foram reativadas, sendo de admitir que no início do fenómeno ocorreu uma intrusão magmática em profundidade. 


A diminuição da atividade sísmica, ainda que de forma lenta, e a observação de tal padrão ao longo das últimas semanas, assim como a ausência de outros sinais anómalos ao nível da deformação, dos gases e das águas, levaram o CIVISA a determinar, no dia 9 de junho de 2022, às 09:20, a descida do Nível de Alerta Científico de V4 para V3 na ilha de S. Jorge. A atividade sísmica continua, no entanto, muito acima dos valores de referência para a região, pelo que se mantém a possibilidade de se registarem eventos sentidos e não se pode excluir a eventual ocorrência de sismos de magnitude mais elevada.


O CIVISA mantém os níveis de monitorização na ilha de S. Jorge e está a providenciar o reforço da rede de observação sismovulcânica permanente, no sentido de, caso o padrão de atividade se inverta, poder detetar sinais precursores de uma nova situação pré-eruptiva.


Alertas anteriores:

Alerta V4 – Dia 23 de março de 2022 às 15h30;

Alerta V3 – Dia 20 de março de 2022 às 02h40;

Alerta V2 – Dia 20 de março de 2022 às 00h40.



O CIVISA retirou igualmente o alerta para o Centro de Controlo Aéreo de Santa Maria (ACC Santa Maria), para o Volcanic Ash Advisory Centre (VAAC) de Toulouse e para o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).